UNIVAR celebra dia da Mulher Advogada entrevistando mulheres referências na área jurídica

UNIVAR celebra dia da Mulher Advogada entrevistando mulheres referências na área jurídica

No dia 15 de dezembro, dia da mulher advogada, diversas pautas são abordadas pela classe. A garantia e conquista de direitos que dão amparo ao sexo feminino têm grande participação dessas profissionais que, além de conseguirem seus espaços também auxiliam outras mulheres nessa tarefa.

A luta contra os preconceitos e a necessidade de afirmação social é parte de seus cotidianos.

De acordo com o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil há 540.087 advogadas atuantes hoje. Graças a Myrthes Gomes de Campos, a primeira mulher a exercer a advocacia no Brasil. Em 1906, Myrthes, conseguiu legitimar-se profissionalmente, quando ingressou no quadro de sócios efetivos do Instituto dos Advogados do Brasil, condição necessária para o exercício profissional da advocacia.

Após mais de cem anos, as lutas não cessaram. As pautas mudaram, mas os desafios continuam. Em 2013, uma nova conquista. A OAB Nacional, criou a Comissão Especial da Mulher Advogada – CNMA, com o propósito de fortalecer a figura da mulher na sociedade brasileira, especialmente no exercício da Advocacia. Deste modo, a CNMA tem como objetivo propor mecanismos que facilitem o dia-a-dia da profissão.

Em 2018 a ABRACRIM (Associação dos Advogados Criminalistas) realizou em Brasília o 1º Encontro das Advogadas Criminalistas, com objetivo claro de mostrar para a sociedade que a qualidade profissional das mulheres, inclusive no debate de temas variados é a mesma de um profissional do gênero masculino.

A ouvidora nacional e presidente da ABRACRIM-MT, Michelle Marie formatou e coordenou o evento em conjunto com grandes profissionais femininas da advocacia criminal de todos os Estados brasileiros.

“A luta pela valorização da mulher no ambiente de trabalho tem sido cada vez mais amparada pelas lutas travadas por estas. As mulheres hoje correspondem em média de 49% de inscritas na Ordem dos Advogados do Brasil e em MT corresponde a 49,1%, ou seja, já existe uma paridade de gênero, porém as oportunidades ainda não são as mesmas, inclusive a administração da própria Ordem dos Advogados conta com uma participação ainda pequena do sexo feminino”, relata Michelle.

Há uma reduzida presença das mulheres advogadas nos cargos de direção de entidades. Porém, essa constatação pode ser observada que não se trata exclusivamente da advocacia. Ela permeia todo o Judiciário.

Mulheres que alcançam patamares sociais mais elevados fazem a diferença ao elevarem também outras mulheres.

“A legislação voltada para a mulher é muito importante para garantir a ela condições de igualdade na luta pelo seu espaço, pois se de um lado é verdade que a mulher trabalha para prover a casa lado a lado com o homem, de outro também é realidade que ela ganha menos que um homem para exercer tarefas idênticas”, destaca a presidente da subseção de São Luís de Montes Belos, Thais Inácia de Castro.

A Lei Maria da Penha é um exemplo de uma conquista jurídica que fomenta o respeito a mulher na sociedade. Essa lei federal brasileira, cujo objetivo principal é estipular punição adequada e coibir atos de violência doméstica contra a mulher, foi resultado de lutas populares, reunindo diversas buscas incessantes pela valorização e proteção do feminino.

“Seguimos lutando para que mais mulheres assumam cargo de chefia nas carreiras jurídicas. Não é a presença da mulher no meio jurídico que tem favorecido na criação de leis voltadas ao sexo feminino, mas sim a luta diária e reiterada de várias mulheres, de todos os seguimentos, por seus direitos e pelos direitos de outras mulheres. São os protestos, as divulgações dos assédios, os pedidos de socorro, o grito de basta que faz com que as coisas mudem. Essa revolução pessoal da mulher é que tem fertilizado o terreno para o nascimento dessas Leis”, completa Laís Bento de Resende, presidente da Subseção da OAB de Água Boa – MT.

Laís, Michelle e Thaís são mulheres referências na luta política pelo direito da mulher na sociedade. Em comemoração à data e às conquistas alcançadas reafirmamos a defesa e o fortalecimento dos direitos da mulher advogada, com foco no respeito e na igualdade de gênero. Além de parabenizarmos a classe e mais especialmente nossas acadêmicas futuras advogadas e a coordenadora do curso de Direito, Dandara Amorim.

 

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