O Dia da Consciência Negra foi celebrado na última quarta-feira (20), a data, que marca a morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência contra a escravidão. A ocasião é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na cidade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia atribuído à morte de Zumbi dos Palmares, em 1695, um dos maiores líderes negros do Brasil que lutou pela libertação do povo contra o sistema escravista.

Para a coordenadora do Núcleo de Políticas Sociais do UNIVAR e assistente social, Leci Koch, o dia é uma forma de celebrar a memória, a cultura e a ancestralidade dos negros.

“Nos dias atuais, onde o racismo é velado assim como também os demais preconceitos, quando colocamos esse assunto em pauta, nós estamos dando uma opção para que as pessoas reflitam”, completa Leci.

Estar a frente de uma sala de aula, na posição de percursora do saber é dar representatividade aos acadêmicos negros, é mostrar que eles podem ser o que quiserem. E é isso que a Renata Ferreira, docente do UNIVAR, mestre e doutora em Medicina Veterinária pela UNESP relata ao apresentar a importância de fomentar a cultura negra em espaços de conhecimento.

“Essa data é de extrema importância para gerar uma reflexão social. Pelo menos um dia para que as pessoas ouçam, leiam, falem e pensem na posição que o negro ocupa socialmente”, revela Renata.

Diversos estados e mais de mil cidades no país adotaram a causa e instituíram a celebração por meio de leis municipais e decretos estaduais.

Para Celis Renato, colaborador e acadêmico UNIVAR, ser o primeiro de sua família a graduar-se representa a grande luta que os negros enfrentam diante aos desafios da educação e mercado de trabalho. A difícil herança deixada pela escravidão, ecoa até hoje.

Eu me sinto honrado por poder estudar e ser o primeiro de minha família a ter uma graduação, mas sei que sou exceção que muitos não tem essa oportunidade. Acrescenta Celis.

O ambiente acadêmico é o lugar principal de formação de opinião, desta forma é imprescindível que lutas como as antirracistas sejam cravadas nessas comunidades do saber. Sobretudo, todo ser humano por sua essência é igual e tem por direito respeito.