Os meses de outubro e novembro são marcados pelo combate ao câncer de mama e próstata respectivamente. A batalha vai além da prevenção, consiste também em lutar pelos direitos de pacientes oncológicos, informar a população acerca de qualidade de vida desses pacientes, buscar alternativas de tratamento eficazes e sem efeitos colaterais e com grande otimismo a tão sonhada cura.

Uma das maiores preocupações das mulheres em tratamento de câncer de mama é o linfedema – acúmulo de líquido nos braços ou nas pernas, que causa inchaço e pode dificultar o movimento, chegando a ser irreversível.

A fisioterapia tem o papel de promover a reabilitação da paciente e incentivá-la à retomada das atividades diárias o mais rápido possível, considerando sempre suas limitações. O objetivo é diminuir os efeitos colaterais e as complicações que podem surgir após uma cirurgia, quimioterapia ou radioterapia.

Segundo a supervisora de estágio Camila Fernandes, a fisioterapia desempenha um papel imprescindível na abordagem das pacientes mastectomizadas. Independente do tipo de cirurgia de mama, a fisioterapia precoce tem como objetivos prevenir complicações, promover adequada recuperação funcional e consequentemente, propiciar melhor qualidade de vida às mulheres submetidas à cirurgia para tratamento de câncer de mama .

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Gama Filho – CEPACA, a atividade física também tem funções primordiais no tratamento oncológico, pois produz alterações metabólicas e morfológicas crônicas que podem torná-la uma opção importante no tratamento e no processo de recuperação envolvendo pacientes com câncer. Sendo assim, além da fisioterapia, a prática de um esporte de acordo com as orientações médicas, auxilia não só no físico do paciente, mas também no emocional.

O programa de fisioterapia deve ser realizado em todas as fases do CA: pré-tratamento (diagnóstico e avaliação); durante o tratamento ( cirurgia,quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia); após o tratamento (período de seguimento); na recidiva da doença e nos cuidados paliativos. Em cada uma dessas fases, é necessário conhecer e identificar as necessidades do paciente, os sintomas e suas causas e o impacto desses nas atividades de vida diária, reforça a supervisora.

Vale lembrar que os cursos da área da saúde do Univar estão empenhados a realizarem durante todo o mês de outubro, ações que contribuam com a saúde pública na prevenção, no diagnóstico precoce, no tratamento eficaz e sem sofrimento.