A professora Cinthya Cristina de Oliveira Canuto dos Reis é graduada em Enfermagem. Atualmente é enfermeira da Prefeitura Municipal de Barra do Garças, coordenadora da UBS Ouro Fino, docente na Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECITEC) e no Centro Universitário do Vale do Araguaia (UNIVAR). No Univar ela leciona a disciplina de Saúde Indígena nos cursos de Nutrição e Enfermagem.

Recentemente, além dos encargos anteriormente citados, Cinthya adquiriu uma nova função, a amamentação. Mãe do Miguel de seis anos, há dois meses a professora deu à luz também a Alícia. Entre os cuidados com a família e outros afazeres, ela dá uma pausa para alimentar a pequena bebê.

Além de suprir as necessidades fisiológicas, o aleitamento materno cumpre a tarefa de criar vínculos afetivos entre mamãe e o recém-nascido. Dentre essas a proteção, o carinho, o respeito e a fraternidade são as mais importantes.

Em comemoração ao dia Mundial da Amamentação, celebrado em 1° de agosto entrevistamos Cinthya, que, além de responder dúvidas ocasionais como profissional, também nos falou sobre suas experiências durante o período de amamentação.

Ao ser questionada sobre as dificuldades que enfrentou ela nos garantiu que por ser uma profissional da saúde e estar constantemente em contato com puérperas, pouco teve objeções, porém relata que muitas pacientes acreditam não ter leite e por isso acabam desistindo de amamentar logo nos primeiros dias após o nascimento do bebê. A docente revela que geralmente as mães, sem informações, acreditam que o leite aparece logo após o parto e desconhecem que primeiramente os seios produzem o chamado colostro e em seguida o leite.

Cinthya nos explica que o colostro é composto de vários fatores para o desenvolvimento e proteção do recém-nascido e durante os primeiros dias vai se transformando gradativamente em leite maduro.

Nas prateleiras dos mercados facilmente são encontradas latas de fórmulas infantis. Com diversos tamanhos, preços e promessas os também conhecidos como complementos alimentares ajudam na desistência das recém-mães em amamentar. Seja por praticidade, estética, medo ou real necessidade muitas abandonam o hábito do aleitamento, inserindo os leites em pó na primeira fase de vida da criança.

O levantamento global de amamentação, que avaliou 194 nações, descobriu que apenas 40% das crianças menores de 6 meses são amamentadas exclusivamente (sem nada além de leite materno).

Além dos benefícios para o bebê citados acima, a Cinthya nos revelou que a mãe que amamenta tem menos riscos de contrair câncer mamário durante a vida, perdem com mais rapidez os quilos adquiridos na gestação e auxilia na diminuição do sangramento comum após o parto.

Os benefícios são estendidos ao longo da vida, há estudos que mostram que adultos que foram amamentados durante a primeira infância têm benefícios além da saúde física.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a amamentação é uma das formas mais eficazes de garantir a saúde e a sobrevivência dos recém-nascidos. Se toda criança fosse amamentada desde o nascimento até os 2 anos, mais de 800 mil vidas seriam salvas anualmente.

As futuras mães que desejarem obter maiores informações a respeito do aleitamento podem entrar em contato com profissionais pertencentes ao quadro docente dos cursos de Enfermagem e Nutrição do Univar.

Vale lembrar que, as mães bem informadas tendem a amamentar com menos dificuldades e por mais tempo, garantindo todos os seus benefícios.