Docente do UNIVAR discute algumas questões sobre manejo bovino no dia do Zootecnista

Docente do UNIVAR discute algumas questões sobre manejo bovino no dia do Zootecnista

Por Joice Gonçalves

Matéria produzida em parceria com a zootecnista Drª Natália Holtz.

Muitas pessoas desconhecem a importância do zootecnista no agronegócio. O leque de opções de trabalho desse profissional é abrangente, podendo atuar antes, dentro e fora da porteira. Isso quer dizer que a ação técnica pode oportunizar, aumentar  e viabilizar a administração e gestão de empreendimentos no agronegócio. A profissão  está intimamente ligada às cadeias produtivas com o interesse em animais de interesse econômico.

Na região do Vale do Araguaia, mas especificamente em Barra do Garças há em sua grande maioria rebanho de bovinos de corte , as principais fazendas da região estão utilizando manejo racional. Segundo a  docente e zootecnista  Drª Natália Holtz, esse manejo é realizado por vaqueiros que conduzem os animais em instalações apropriadas, baseado principalmente no comportamento dos mesmos.

“O principal objetivo é diminuir o estresse nos bovinos no curral e nos funcionários que lidam diretamente com eles. E assim é fornecido melhores condições de segurança aos manejadores e aos animais. Já se encontra no mercado currais “ante estresse” que aumenta a eficiência de manejos diários nas propriedades,” afirma a docente.

Ainda segundo a zootecnista não  é só no curral  que se prática o manejo racional. Essa técnica deve ser aplicada desde o nascimento do animal até o momento do abate, vinculados em proporcionar gentileza e um melhor bem-estar a eles.  Se oferecermos um  bem-estar ruim aos animais, os mesmos diminuirão suas eficiências produtivas e reprodutivas, como diminuição do ganho de peso; menor qualidade da carne; baixa imunidade e consequentemente resistência a doenças, por exemplo.

No estado de Mato Grosso, conforme a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), o rebanho bovino é considerado não somente um dos maiores do mundo, mas também com alta qualidade de carne e manejo.

Vale ressaltar ainda que não se deve aplicar técnicas de bem-estar só para bovinos, e sim em todos os animais de interesse econômico e de estimação.

Com a pandemia desencadeada pelo novo coronavírus (COVID-19), a agropecuária tem representado um sistema cada vez mais bem organizado e moderno.  Por esse motivo, segundo Holtz há debates importantes a serem feitos neste momento.

“Existirão alguns desafios para o Zootecnista continuar aumentando a produtividade animal em tempos cheios de especulações. E sem dúvidas, será uma ótima oportunidade para o surgimento de novas tecnologias e inovações oriundas dessa profissão”, finaliza a docente.

 

 

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