Acadêmicos de agronomia produzem composteiras que transformam lixo em matéria orgânica altamente nutritiva

Acadêmicos de agronomia produzem composteiras que transformam lixo em matéria orgânica altamente nutritiva

Por: Michele Faifer

Os acadêmicos do curso de agronomia do Centro Universitário do Vale do Araguaia, visitaram o campo experimental onde ficam as composteiras, para analisarem o processo de evolução de cada uma. O projeto é desenvolvido pelo professor Diego Cedro e os alunos do 3º semestre, por meio da disciplina de agroecologia.

A Compostagem é uma técnica de decomposição de matéria orgânica. A decomposição é realizada por seres detritívoros (alimentam apenas de plantas e animais mortos) e decompositores (são fungos e bactérias), em solo carregado de matéria orgânica e nutrientes essenciais para do desenvolvimento das plantas. Dessa forma, a composteira é um sistema ecológico que concentra a matéria orgânica, atrai esses seres e viabiliza essa decomposição.

O pátio de compostagem do UNIVAR possui 5 metodologias de composteiras diferentes: composteira doméstica (no baú plástico); composteira de tambor; composteira escavada; composteira do método da EMBRAPA e a composteira proposta pela UFSC.

As composteiras doméstica, do tambor e a de UFSC utilizaram somente resíduo orgânico doméstico, desde que frescos. Nada cozido pode ser utilizado para que não dê odor e não atraia bichos, ou seja, são utilizadas frutas, verduras e legumes descartáveis ao uso doméstico e suas cascas, cascas de ovos, cinza de carvão, palhas de arroz, cana, entre outras.

Já a composteira escavada utilizou dos resíduos castanhos que são: feno; palha; aparas de madeira e serragem; aparas de relva e erva seca; ramos pequenos; e pequenas quantidades de cinzas de madeiras. E a composteira do modelo da EMBRAPA utilizou dos resíduos verdes são eles: cascas de batatas; restos de vegetais crus; cascas de frutos; frutos secos; borras de café; restos de pão; cascas de ovos; resto de comida; entre outras.

Segundo o professor Diego Cedro, o abastecimento das composteiras é realizado conforme o material vai sendo decomposto, onde a cada 20 dias ele é remexido. Após esse período é feita a reposição com um novo resíduo orgânico. “Sabemos que o material está se decompondo porque ele reduz o tamanho dentro dos recipientes e na própria composteira”, destacou Diego.

“O procedimento de compostagem é uma solução barata para o reaproveitamento de resíduos orgânicos que normalmente vão para o lixo normal. Desta forma, os resíduos que se tornariam lixo, se transformam em um composto com aproveitamento nutricional para hortas e viveiros. O composto produzido pelo Pátio de Compostagem do UNIVAR, a princípio tem o objetivo de abastecer a nossa própria horta e posteriormente ser distribuído para a comunidade em geral, para serem utilizados em feiras e hortas comunitárias, por meio do projeto de extensão”, explicou Diego Cedro.

O Professor Diego Cedro finalizou: “a facilidade que a estrutura do UNIVAR oferece, possibilita que o aluno de agronomia possa ter essa interação entre teoria e prática desde os primeiros semestres e nas mais variadas possibilidade de atuação do profissional em agronomia. A IES proporciona uma excelente infraestrutura, que dialogam com a agricultura orgânica, agricultura familiar, projetos de produção sustentável de alimentos, práticas em grandes culturas (soja, milho e girassol), e sistemas integrados como  lavoura/ pecuária e agrossilvipastoril.

 


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