O olho do dono protegendo a lavoura

A trajetória da agropecuária brasileira nos últimos quarenta anos, tirou o país de uma condição de insegurança alimentar para transformá-lo em um dos maiores produtores e exportadores mundiais de alimentos. A transformação dos solos do cerrado, a tropicalização de culturasagronomia_simbolo de animais, além do desenvolvimento de uma base de práticas sustentáveis no campo contribuíram para este resultado.

Empresas que atuam na agricultura estão investindo a cada dia na melhoria das condições de trabalho no campo. Neste sentido, inovações em equipamentos agrícolas aproximam a tecnologia do campo e auxiliam o produtor em suas atividades rotineiras. Hoje, além de máquinas mais modernas, o administrador rural tem, ao alcance de suas mãos, aplicativos inteligentes que, acessados por dispositivos móveis, como smartphones e tablets, possibilitam desde a detecção de pragas até o controle remoto de implementos.

Recentemente, uma multinacional que atua no Brasil criou um aplicativo, o qual pode ser acessado via smartphone ou tablet, o qual, apresenta um microscópio digital que auxilia o produtor na identificação e no diagnóstico de problemas na lavoura. Seu sistema captura e aumenta uma imagem em até 200 vezes, permitindo a comparação com um vasto banco de dados de imagens das principais doenças, pragas e plantas daninhas de diferentes culturas, além de dispor de um GPS (Global Positioning System) que possibilita o georreferenciamento das lavouras.

IMG_2883 (Copy)Assim, o produtor não precisa mais enviar amostras de plantas e pragas ao laboratório e esperar para obter o diagnóstico, uma vez que, com o auxílio tecnológico, há mais mobilidade. Além de manter a produtividade da lavoura, o produtor adquire novos conhecimentos e protege o meio ambiente, já que evita o uso desnecessário de defensivos agrícolas devido ao diagnóstico incorreto.

Desta forma, os profissionais que atuam e atuarão na agricultura do país deverão estar atentos aos processos de evolução do setor. A contínua observação das inovações das tecnologias e práticas no uso da terra e das variáveis ambientais permitirá a estes profissionais um diferencial positivo nos diversos sistemas produtivos do país, como o da soja, milho e algodão, os quais são grandes laboratórios a céu aberto no Estado de Mato Grosso.

Coordenador(a) do Curso: Jennifer Oberger Ferreira
Contato: agronomia@univar.edu.br

Identificação


IDENTIFICAÇÃO DO CURSO

Nome do Curso Bacharelado em Agronomia
Nome da Mantida Faculdades Unidas do Vale do Araguaia
Endereço de Funcionamento Rua Moreira Cabral, nº 1.000 – Setor Mariano
Ato Legal – Autorização Portaria nº 372 de 30 de agosto de 2011 (D.O.U. 31/08/2011)
Área de Conhecimento Ciências Agrárias
Número de vagas 60 (sessenta) vagas
Conceito da Autorização do Curso Conceito 4
Turno de Funcionamento Matutino
Carga horária Total do Curso 4.420 h/a equivalente a 3.684 horas
Tempo mínimo para integralização Integralização Mínima: 05 anos
Tempo máximo para integralização Integralização Máxima: 08 anos
Modalidade Presencial
Coordenador do Curso Me. Jennifer Oberger Ferreira

Objetivos


Propiciar a formação de profissional para atuar em serviços ligados à agricultura e à pecuária, tais como geração de tecnologia, planejamento e condução de políticas públicas de desenvolvimento, planejamento, execução, acompanhamento e supervisão de atividades agropecuárias sustentáveis, formação e capacitação de recursos humanos para a agricultura. Os objetivos específicos do Curso de Agronomia são:

  • Estudar conceitos fitotécnicos e zootécnicos para o melhoramento vegetal e animal;
  • Estudar, planejar e elaborar projeto para o bom aproveitamento dos recursos naturais renováveis, bem como os de natureza ecológica e agrometeorológica;
  • Aplicar medidas de defesa e vigilância sanitária vegetal;
  • Estudar e conhecer projetos de mecânica agrícola, de processos de adubação, de métodos de colheita e de beneficiamento de produtos agrícolas e de seu aproveitamento industrial;
  • Oferecer assistência, assessoria e consultoria às empresas agropecuárias;
  • Supervisionar e orientar técnica de estudos relativos à economia e ao crédito rural;
  • Fiscalizar indústria e comércio de adubos e agrotóxicos;
  • Vistoriar, examinar, avaliar arbitramento, laudo e parecer técnico relativo ao campo de atuação do Engenheiro Agrônomo;
  • Planejar e executar obras e serviços técnicos de engenharia rural, incluindo construções para fins rurais e suas instalações complementares; irrigação e drenagem para fins agrícolas;
  • Desenvolver o raciocínio reflexivo, crítico e criativo;
  • Vivenciar experiência prática profissional em diversos setores de atuação do agrônomo.

Atuação


De acordo com a Resolução CONFEA, nº 1.010 de 22 de agosto de 2005, que discrimina as diferentes atividades profissionais do Engenheiro Agrônomo, que incluem o desempenho das atividades, do 1º ao 18º item do artigo 5º desta Resolução, referentes à engenharia rural; construções para fins rurais e suas instalações complementares; irrigação e drenagem para fins agrícolas; fitotecnia e zootecnia; melhoramento animal e vegetal; recursos naturais renováveis; ecologia e gestão ambiental, agrometeorologia; defesa sanitária; química agrícola; alimentos; tecnologia de transformação (açúcar, amidos, óleos, laticínios, vinhos e destilados); beneficiamento e conservação dos produtos animais e vegetais; zimotecnia; agropecuária; edafologia; fertilizantes e corretivos; processo de cultura e de utilização de solo; microbiologia agrícola; biometria; parques e jardins; mecanização na agricultura; implementos agrícolas; nutrição animal; agrostologia; bromatologia e rações; gestão do agronegócio, marketing e consultoria; economia rural, crédito rural e desenvolvimento de políticas públicas; docência, pesquisa e extensão e seus serviços afins e correlatos.

Art. 5º Para efeito de fiscalização do exercício profissional dos diplomados no âmbito das profissões inseridas no Sistema CONFEA/CREA, em todos os seus respectivos níveis de formação, ficam designadas as seguintes atividades, que poderão ser atribuídas de forma integral ou parcial, em seu conjunto ou separadamente, observadas as disposições gerais e limitações estabelecidas nos artigos 7º, 8°, 9°, 10 e 11 e seus parágrafos, desta Resolução:

Atividade 01 – Gestão, supervisão, coordenação, orientação técnica;

Atividade 02 – Coleta de dados, estudo, planejamento, projeto, especificação;

Atividade 03 – Estudo de viabilidade técnico-econômica e ambiental;

Atividade 04 – Assistência, assessoria, consultoria;

Atividade 05 – Direção de obra ou serviço técnico;

Atividade 06 – Vistoria, perícia, avaliação, monitoramento, laudo, parecer técnico, auditoria, arbitragem;

Atividade 07 – Desempenho de cargo ou função técnica;

Atividade 08 – Treinamento, ensino, pesquisa, desenvolvimento, análise, experimentação, ensaio, divulgação técnica, extensão;

Atividade 09 – Elaboração de orçamento;

Atividade 10 – Padronização, mensuração, controle de qualidade;

Atividade 11 – Execução de obra ou serviço técnico;

Atividade 12 – Fiscalização de obra ou serviço técnico;

Atividade 13 – Produção técnica e especializada;

Atividade 14 – Condução de serviço técnico;

Atividade 15 – Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção;

Atividade 16 – Execução de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção;

Atividade 17 – Operação, manutenção de equipamento ou instalação; e

Atividade 18 – Execução de desenho técnico.

Egresso



A Instituição pretende que seus egressos, sejam profissionais generalistas, com ênfase em produção agrícola sustentável e que deve ensejar como perfil:

  1. sólida formação científica e profissional que possibilite absorver e desenvolver tecnologia;
  2. capacidade crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento às demandas da sociedade;
  3. compreensão e tradução das necessidades de indivíduos, grupos sociais e comunidade, com relação aos problemas tecnológicos, socioeconômicos, gerenciais e organizativos, bem como utilização racional dos recursos disponíveis, além da conservação do equilíbrio do ambiente; e
  4. capacidade de adaptação, de modo flexível, crítico e criativo, às novas situações.

Infraestrutura


As Faculdades Unidas do Vale do Araguaia disponibilizam laboratórios na área de Ciências Biológicas e Saúde e Ciências Exatas e da Terra para a realização de aulas práticas das disciplinas relacionadas ao Curso. Disponibiliza também o serviço de apoio de técnicos de laboratório que auxiliam tanto os docentes quanto os discentes na preparação e no manuseio dos equipamentos solicitados previamente pelos docentes. O uso dos laboratórios deve ser agendado pelo professor junto aos técnicos de laboratório da IES que estão disponíveis nos períodos matutino 7:30h às 11:00h, vespertino 13:30h às 17:00h e noturno 19:00h às 22:30h. O agendamento também pode ser realizado em e-mail próprio para esse fim. As atividades podem ser realizadas nos laboratórios de:

  • Laboratório de Fertilidade e Física do Solo;
  • Fazenda Escola “Boa Esperança”;
  • Propriedades Rurais conveniadas;
  • Laboratório de Anatomia Animal;
  • Laboratório Multidisciplinar – Biologia/ Biotecnologia e Fisiologia Vegetal;
  • Laboratório de Química, Bioquímica e Farmacognosia;
  • Laboratório de Informática;
  • Laboratório Tecnologia de Alimentos e Bromatologia.

Todos os laboratórios são organizados com os equipamentos básicos e materiais de consumo necessários e disponíveis para as aulas práticas e os experimentos, com bancadas, banquetas/cadeiras, com equipamentos, reagentes, quadro branco, retroprojetor e data show.


Avaliação


A Avaliação constitui-se em um processo contínuo e deve ser dialógico e reflexivo, envolvendo todos os momentos da relação ensino-aprendizagem: ensino (sala de aula), estágio, extensão e iniciação científica. Este espaço é de suma importância, pois propicia o aprimoramento da formação profissional e a construção de estratégias para o planejamento do trabalho do docente e da instituição, conferindo flexibilidade nas metodologias de ensino e produção do conhecimento.

Dessa forma, o colegiado de gestores respaldado pelo colegiado de curso constituiu o sistema avaliativo tendo como norte o Regimento Interno das Faculdades no tocante à avaliação e desempenho escolar do acadêmico. Segundo o artigo 42, a avaliação do rendimento escolar será feita por disciplina e incide sobre a frequência mínima (75%) e o aproveitamento escolar.

A avaliação será aplicada bimestralmente, sendo uma prova (individual e sem consulta) com peso de 0,0 a 7,0 pontos + uma prova integrada/objetiva/operatória com peso de 0,0 a 2,0 pontos + trabalho(s) com peso de 0,0 a 1,0 ponto. Serão elaboradas pautadas na interdisciplinaridade e na contextualização dos conteúdos, com questões operatórias.



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